MEIO -DIA
Acordo ao meio-dia e meia, todas as luzes estão acesas, está tudo escuro, mas como? Pensei. Se é dia como está tudo parecendo noite. Bom, o relato começa assim: era uma claridade não clara. As estrelas perderam o brilho, dado que durante o dia não tem brilho estrelar. Todos a minha volta ficava perplexo, ouviam-se vozes de agonia, de desespero, a luz perdeu a luminosidade, porquê? Ninguém tinha a resposta, abri a porta e dei de cara com o escuro, meus braços balbuciava, minhas pernas chegavam na extremidade do desespero, meus olhos eram como duas lanternas, tentando clarear o que estava escuro demais.
É um sinal de que nada é tão real como parecia e poderia ser, olhei minha imagem na água de um tanque, lá me vi, desamparada, soltaria e angustiada. Lembrei, veio em minha mente, todas as lembranças, daquele dia. Mas o que poderia ocorrer em um dia anormal? Tudo escuro, quando deveria ser claro. Um pingo de água caiu sobre meus pés. De longe avistei algo meio nebuloso, não consegui enxergar tão bem, porque era tudo escuro. Sei que ao meio-dia e meia, estarei atrasada. No entanto, pronta para resgatar os meus cacos, deixado naqueles dias nebulosos. Dado que um dia escuro em pleno meio-dia, é algo diferente. AUTORA,MARIA MATILDE
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