Daqui algumas horas fará um ano, que você se foi e tudo ficou diferente. Porque foi algo tido como meu, tirado de mim. Por isso, na tese da humanidade, sempre existe o pronome possessivo, meu e minha. Assim, somos movidos com uma autoridade rale e minúscula, visto que não temos nada aqui. Ou melhor, temos até o dia de partir.
No entanto, é um ter e não ter, é um possuir e não possuir. Daí são doze meses, trezentos e sessenta e cinco dias, é um tempo extraído do meu modo de ver, de olhar, de analisar, investigar, relacionar, ouvir, sentir, chorar e transformar em uma linguagem, em uma formar de permanecer de um modo único e existencial, de saber e ter certeza do não saber, é abrir mão do incontestável, do invisível, do abstrato, do ter clareza em algum momento. Bom, sua partida me fez acreditar mais nos mistérios da vida, nas orações subtraídas por pessoas, nos abraços dados com sinceridade, no choro compelido de sussurro, em olhares suplicando por justiças contestadas por injustiça e em Deus que sempre mostra uma forma de consolo…
Foi doze meses de saudades recolhidas, de falta de suas passadas lentas, do seu olhar um tanto sofrido, suas dores ocultas, sua voz embargada em muitas das vezes, em uma solidão reprimida por você mesmo. Mas também me recordo muito dos nossos sambas, nossas conversas misturadas com cervejas, seu sorrido alto e farto e também brilhante, lembro perfeitamente do seu brilho no olhar, nossas conversas no watssapp, os apelidos os quais tínhamos, nossas piadas internas, nossos segredos, seus sonhos os quais não foram realizados. Bom, terminarei por aqui. Pois a cada teclada no notebook, caí uma lagrima…
O amor nunca morre permanece vivo! Até breve. Todavia, se por acaso, não nos encontrarmos mais, foi bom o nosso tempo. Foi bom te ter como irmão, por trinta e seis anos. Assim, creio que nos veremos novamente. Aliás, te vejo em sonhos sempre. Entretanto, por enquanto estamos em um mundo paralelo. Deste modo, sempre existirá dentro de mim, enquanto vida eu tiver!
AUTORA, MARIA MATILDE
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