ACOLHER.
O ator Flávio Migliaccio cometeu suicídio. E no trecho da carta dizia “a humanidade não deu certo”. Então comecei a pensar, o que estamos fazendo como ser humano? Para que alguém reflita desse modo e aja da forma a qual ele agiu. Bom, provavelmente ele deveria estar com sua saúde mental fragilizada.
No entanto, o que me chamou bastante atenção em sua carta foi como o Migliaccio sentia-se sendo um homem com seus 85 anos e uma carreira renomeada. Porém, percebeu um desconforto com o avançar de sua idade e também uma falta de empatia da humanidade.
Não sei que seja necessariamente só pelo fato dos anos os quais ele tinha, ou o modo de como as pessoas o tratavam. Ou até mesmo o tratamento de uns com os outros. Além de que como escrevi anteriormente o Flávio deveria, está sofrendo de algo além do físico. (Se é que estava sofrendo do físico, não sei.)
Sim e ele também escreveu, cuide das crianças. Logo, vem em minha mente o que estou fazendo como cidadã para contribuir para um suicídio? É assustador pensar. No entanto, talvez nossas falas e nossas ações estejam fazendo alguém desistir da vida…
Falar sobre suicídio é tabu. Todavia, acontecem todos os dias e as pessoas tiram suas próprias vidas. Será que podemos fazer algo? Creio que sim! Tirar a vida não trará soluções para os problemas. Existirão diversas situações tristes, desastrosas e incompreensivos, inclusive, essas as quais estamos vivendo. No entanto, acontecerá um novo dia, uma nova vida, novos planos, novos choros, consolos, sorrisos, fé e esperança. Procure ajuda! Fale. Exponha seus sentimentos com alguém apto para lhe ouvir e acolher. AUTORA, MARIA MATILDE




